06/03/14

Carnaval do João Valle

A E.M.João Valle Maurício brilhou na apresentação do Carnaval/2014, com o bloco "A magia do Circo", que contou com a  participação de seis escolas municipais. 
Fantasiadas, as alunas trouxeram toda a alegria do universo circense. Foram momentos bastante descontraídos em que a população participou ativamente com a volta do Carnaval em Montes Claros.
Entusiasmada com o resultado divulgado,  a diretora Ana Alice postou em uma rede social: "  O importante é que nos quesitos compromisso, responsabilidade, esforço e competência, a nossa equipe ganha sempre..."
Participaram do desfile as escolas municipais: Afonso Salgado, Alcides Carvalho, Egídio Cordeiro, Jair Oliveira, João Valle Maurício e Maria de Lourdes Pinheiro.  
Abaixo, fotos marcantes do desfile de nossa escola e também das escolas participantes.
     
Bruna, porta-bandeira da ala do "Mundo Mágico", acompanhada das colegas Geisiane, Rejane, Érica, Graziela e Jenifer, da E.M.João Valle Maurício.


















Vice-diretora Margareth, Val- coordenadora do Mais-Educação e Vera, professora de Geografia.
Foto: Sheila Revert.
Bloco das baianas - alegria e entusiasmo na apresentação...
Porta-bandeira Bruna, em pose para este blog.
Haroldo, ícone de Montes Claros, representando a maravilhosa figura do Palhaço.
Rainha do carnaval / 2014 -
Apresentação circense
Guilherme, a frente da bateria - E.M.Alcides Carvalho
Prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz e sua esposa Raquel Muniz, ladeados por alunos da E.M.João Valle Maurício, acompanhados do Mestre de Bateria, Guilherme, da Rainha do Carnaval e alunos participantes do Bloco "A Magia do Circo", vencedores da 1ª tarde do Carnaval na Pampulha.
Foto: Facebook de Raquel Muniz
Expectativa das alunas do João Valle aguardando o resultado para a premiação do "melhor bloco".
Fotos: Acervo particular - Margareth Dumont.
Divulgação do Carnaval de Montes Claros na famosa "Pampulha": Carnaval na Lagoa Interlagos.

22/02/14

"Espírito carnavalesco"


Aproximando a semana do carnaval, nada como aproveitar a data e colocar os alunos para escrever...
Relembro aqui uma atividade do GESTAR (Gestão em Aprendizagem Escolar), Curso que fiz pela UNB e repassado por mim aos Professores da Prefeitura de Montes Claros.

Na oportunidade, friso que é bastante interessante não entregar o texto completo aos alunos. Vá somente até essa frase: "– Quero que você vá lá e mande eles pararem com esse barulho."
Deixe que eles completem a história. Que criem à vontade.
O que terá acontecido? O marido saiu para resolver o problema? Não saiu??
Peça que escrevam o que sentirem vontade em relação ao texto. Sempre lembrando que deverá ter um conteúdo que possa ser lido em sala de aula.
 Após, a turma lerá os vários finais que foram criados e somente depois é que o verdadeiro final deverá ser lido pelo(o) professor(a) e verificado quem mais se aproximou do final da história criada pelo autor.
Sairão textos interessantíssimos!!!!
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"Nesta parte da oficina, vamos desenvolver uma crônica a partir de um trecho do texto de Moacyr Scliar, publicado em O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2002. p. 155"

Espírito Carnavalesco

“Ensaios da escola de samba Mocidade Alegre atrapalham sono de moradores da região.”
Cansado, ele dormia a sono solto, quando foi bruscamente despertado pela esposa, que o sacudia violentamente.
– Que aconteceu? – resmungou ele, ainda de olhos fechados.
– Não posso dormir. – queixou-se ela.
– Não pode dormir? E por quê?
– Por causa do barulho – ela, irritada: - Será possível que você não ouça?
Ele prestou atenção. De fato, havia barulho. O barulho de uma escola de samba ensaiando para o carnaval: pandeiros, tamborins… Não escutara antes por causa do sono pesado. O que não era o caso da mulher. Ela exigia providências.
– Mas o que quer você que eu faça? perguntou e, agora, também irritado.
– Quero que você vá lá e mande eles pararem com esse barulho.
(…)
– De jeito nenhum – disse ele. – Não sou fiscal, não sou policial. Eu não vou lá.
Virou-se para o lado, com o propósito de conciliar de novo o sono. O que a mulher não permitiria: logo estava a sacudi-lo de novo.
Ele acendeu a luz, sentou na cama:
– Escute, mulher. É carnaval, esta gente sempre ensaia no carnaval, e não vão parar o ensaio porque você não consegue dormir. É melhor você colocar tampões nos ouvidos e esquecer esta história.
Ela começou a chorar.
– Você não me ama – dizia, entre soluços: – Se você me amasse, iria lá e acabaria com a farra.
Com um suspiro, ele levantou-se da cama, vestiu-se e saiu, sem uma palavra.
Ela ficou à espera, imaginando que em dez ou quinze minutos a batucada cessaria.
Mas não cessava. Pior: o marido não voltava. Passou-se meia hora, passou-se uma hora: nada. Nem sinal dele.
E aí ela ficou nervosa. Será que tinha acontecido alguma coisa ao pobre homem? Será que – por causa dela – ele tinha se metido numa briga? Teria sido assassinado? Mas neste caso, por que continuava a batucada? Ou seria aquela gente tão insensível que continuava a orgia carnavalesca mesmo depois de ter matado um homem? Não aguentando mais, ela vestiu-se e foi até o terreiro da escola de samba, ali perto.
Não, o marido não tinha sido agredido e muito menos assassinado. Continuava vivo, e bem vivo: no meio de uma roda, ele sambava, animadíssimo.
Ela deu meia-volta e foi para casa. Convencida de que o espírito carnavalesco é imbatível e fala mais alto do que qualquer coisa.


Biografia
Moacyr Scliar nasceu em Porto Alegre/RS  -  23/03/1937; Médico e escritor. Ganhador de vários prêmios como o Érico Veríssimo (1976) e o Jabuti (1988, 1993 e 2000), colaborou com rádios, TVs e jornais como o Zero Hora, de Porto Alegre, e a Folha de São Paulo. Faleceu: 27/02/2011 em Porto Alegre - RS.

03/02/14

Dinâmica: HISTÓRIA DO CHAPEUZINHO VERMELHO

Antes de iniciar a história, explicar que a dupla ou o trio de participantes só poderá pegar o objeto que está no centro deles (copo, bolinha, etc.) quando for dita a palavra vermelho. As mãos dos participantes deverão ficar para trás (se estiverem de pé) ou no colo (se estiverem sentados) durante a leitura, para que todos tenham a chance de pegar o objeto.
Esse exercício nos oferece a oportunidade de trabalhar: atenção auditiva, reflexo, prontidão, o lúdico, alegria e o prazer de brincar, saber ganhar e perder, e também o respeito pelo outro.

                Era uma vez uma menina muito bonitinha. O nome dela era Gerardona. Gerardona gostava muito de brincar. Morava bem perto da floresta.
                Como vocês sabem, Gerardona tinha uma avó. A avó de Gerardona morava na floresta. Um dia Gerardona ganhou um lindo vestido da vovó. A cor deste vestido era verde. Gerardona gostou muito, mas ficou apertado para ela.
                Ela resolveu trocar o vestido. Chegando à loja viu muitas cores: azul, verde, violeta, amarelo... Mas ela quis mesmo foi o vermelho.
                E Gerardona, tanto usou este vestido, desta cor, que ficou com o apelido de Teimosa. E Teimosa pra aqui, Teimosa pra lá...que ela foi ficando chateada com este apelido, reclamou à mãe, que por sua vez foi reclamar com o prefeito. Este baixou uma portaria proibindo de chamá-la de Teimosa. E a partir deste dia, o nome dela foi Chapeuzinho Vermelho.
                Um dia a mãe a chamou e disse:
_ Chapeuzinho, vá levar umas frutas à vovó. Ela está doente!
                Chapeuzinho pegou a cesta e saiu pelo caminho da floresta. Chegando no meio do caminho, viu uma moita de capim em movimento. Perguntou:
_ Quem é?
_ Eu, o lobo!
                De repente saiu de lá um moreno alto, de olhos verdes, bonito e sensual. Chapeuzinho se assustou:
_ É você o lobo mau?
                O lobo não deu atenção àquilo, estava com fome e disse:
_ Dê pra mim uma destas maçãs?
                Chapeuzinho respondeu:
_ Não, são da vovó!
_ Apenas uma! Que lindas maçãs!
_ Não! Respondeu Chapeuzinho. Mas depois mudou de ideia e disse:
_ Só um pedaço desta verde, pois a vermelha é da vovó!
                Mais que depressa o lobo foi embora e chegou na casa da vovó. Tocou a campanhia: Blim, bom!!!
_ Quem é? Perguntou a vovó.
_ Sou eu, Chapeuzinho Vermelho!
_ Entre, minha netinha.
_ Não posso, a porta está fechada!
_ Ah, é mesmo! Pegue a chave que está aí neste vaso verde!
                O lobo entrou e pegou a vovó, colocou dentro do guarda-roupas e vestiu um vestido dela, que era branco com bolinhas vermelhas.
                Aí chegou Chapeuzinho, assustou-se ao ver o lobo pensando ser a vovó. Surgiram as perguntas e respostas de sempre:
_ Vovó, pra que estas orelhas tão grandes?
_ Pra te ouvir!!!
_ Pra que esta língua tão vermelha?
_ Estou com febre e estomatite!!!
                Mas Chapeuzinho não engoliu as falas do lobo, percebeu que era malandragem. Saiu correndo atrás dele pela floresta afora. Quem aparece? O caçador!!! Mais que depressa tirou o celular do bolso e chamou os Power Rangers. Apareceram, imediatamente, o azul, o verde e o vermelho. Juntos deram uma lição de moral no lobo que, vermelho de vergonha, volta, tira a vovó do guarda-roupas e sai correndo. Machuca-se na cerca, ficando com a pata vermelha de sangue.

                Assim termina a história de Chapeuzinho Vermelho!!! 

25/01/14

Dinâmicas para a sala de aula / 2014

O espaço escolar deve ser um lugar agradável, onde toda Comunidade Escolar precisa sentir aconchego e vontade de voltar...

Nada melhor então do que preparar o ambiente para receber Alunos e Professores com novidades, música nos intervalos, um lanche coletivo e algumas brincadeiras para amenizar o clima de seriedade que às vezes norteia alguns prédios escolares.

Abaixo, algumas dinâmicas que encontrei, navegando pela net...

Caso tenha alguma atividade que queira compartilhar conosco, basta publicar nos comentários ou enviar para o meu e-mail: sheilarevert@hotmail.com

Tenha um excelente ano de 2014!!!



1-DINÂMICA DE INTEGRAÇÃO: FEITIÇO (convivência saudável)

Objetivo: Estimular as relações de confiança e amizade entre as crianças.
Material: Tarjetas de papel em branco, canetas, alunos sentados e em círculo.
Procedimentos: Distribuir as tarjetas para as crianças; cada criança escreverá na tarjeta o que o seu vizinho da direita deverá fazer perante o grupo; o vizinho não poderá ver o escrito; depois que todos tiverem escrito, o professor falará que “o feitiço virou contra o feiticeiro”; agora cada um vai fazer aquilo que propôs para o companheiro fazer; analise, com o grupo, como a vida pode trazer surpresas e como são nossas atitudes diante delas; fazer um “gancho” falando sobre as coisas que acontecem diariamente na escola, durante o intervalo, na chegada, na saída da escola, fatos inesperados, como esbarrões, tropeções de um colega... e como reagimos; o que é correto fazer.

2-DINÂMICA DE INTEGRAÇÃO: O ABISMO(cooperação)

Objetivo: Favorecer o espírito de cooperação.
Material: Sala ampla, fita crepe, alunos em pé.
Procedimentos: Utilizando a fita crepe, marcar no chão duas faixas paralelas próximas representando um “abismo”; colocar todos os alunos do mesmo lado do “abismo”; explicar que deverão atravessá-lo de forma diferente, não podendo repetir o que já foi feito; ao final, restarão poucos para atravessarem o “abismo” e acharão que não tem outra forma de fazê-lo, pois todas as formas já foram mostradas; estimular, a partir daí, a ajuda do grupo no sentido de dar sugestões aos que ainda não atravessaram, promovendo uma vivência de estímulo e cooperação; quando todos tiverem atravessado, pedir que se sentem para refletir sobre a dinâmica.
Reflexão: Qual o sentimento daqueles que ficaram para o final? E o que sentiram quando os colegas começaram a ajudar na travessia? Como se sentiram ajudando os colegas? Promover outras reflexões.

3-DINÂMICA DE INTEGRAÇÃO: CAMINHADA DA CONFIANÇA (responsabilidade)

Objetivo: Sensibilizar as crianças sobre a importância de ter responsabilidade.
Material: Espaço aberto ou sala ampla, vendas de TNT escuro suficientes para todos os alunos.
Procedimentos: Dividir a turma em duplas; entregar uma venda para cada dupla; pedir que decidam quem vai ser o primeiro a usar a venda; explicar que o colega que está vendado deverá ser conduzido pelo seu par que poderá dar informações sobre o trajeto: escadas, declive, buraco...; depois de alguns minutos, inverter os papéis; ao final, iniciar uma reflexão sobre sensações e pensamentos que surgirão enquanto estava vendado depois quando conduzia o colega.
Reflexão: Como você se sentiria se seu condutor não agisse com cuidado e responsabilidade? Deixar que as crianças falem.

4- DINÂMICA: TEMPESTADE(descontração/acolhida para novo tema)

Objetivo: Promover a descontração dos alunos do grupo/assimilação ou discussão sobre um conteúdo/levantamento de conhecimento prévio sobre determinado assunto. Material: Sala ampla com cadeiras suficientes para cada aluno. Procedimentos: Pedir que todos os alunos fiquem sentados em círculo(não deverá sobrar cadeira vazia); explicar o jogo: “Vamos fazer uma viagem...nós vamos para o alto mar; lá ocorrem grandes e ondas; eu sou o capitão deste navio e estou atento. Toda vez que tiver uma grande onda do lado direito do navio eu avisarei e vocês deverão pular para a cadeira da direita; quando ocorrer uma onda do lado esquerdo, vocês pularão para a cadeira da esquerda e quando houver um sinal de tempestade e eu gritar “TEMPESTADE!”, todos vocês deverão trocar de lugar; nesse momento o professor retira uma cadeira e assim vai sobrar um aluno em pé que ficará atento para a próxima viagem do navio, para enfim procurar um lugar para sentar.


5- DINÂMICA: A MINHOCA (confiança /descontração)

Objetivos: Integrar a turma num momento de descontração/Proporcionar o estabelecimento da confiança entre os alunos e o professor.
Material: Sala ampla ou espaço aberto. Procedimentos: Peça a turma grupo que fique em pé e em círculo; oriente que formem uma fila indiana onde cada aluno deverá colocar as mãos sem soltar no ombro do colega da frente; peça que todos fechem os olhos e que o primeiro da fila, fique de olhos abertos e conduza o grupo pelo espaço disponível; caso o local permita, solicite ao condutor da fila que desça degraus, passe por portas e corredores, enfim tudo que possa sugerir “perigos” que serão vencidos pela confiança do grupo na pessoa que o conduz; sugerir a troca do condutor em algum momento durante o percurso; prosseguir a dinâmica pedindo aos alunos que digam como se sentiram sendo guiados pelos colegas; correlacione acerca da confiança que o grupo deposita no seu professor.
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6-DINÂMICA: APRENDENDO O NOME (apresentação)

Objetivo: Integrar a turma, aprender e fixar o nome dos colegas.
Material: Sala ampla
ProcedimentosSolicite que o grupo, em pé, forme um grande círculo; a seguir, inicia-se o exercício: dê um passo à frente, diga seu nome de forma diferente; acompanhado de um gesto com as mãos, ou com todo o corpo, quando então, as pessoas do grupo repetem em coro o nome do professor e fazem o mesmo gesto; prosseguindo, a pessoa à direita do professor diz seu nome e cria um novo gesto. O grupo repete o nome e o gesto do colega, e assim sucessivamente, até todos se apresentarem.

7-DINÂMICA: ÁRVORE DAS QUALIDADES(auto estima)

Objetivo: Identificar qualidades e valores/ Favorecer a descontração dos alunos/Conhecer e reconhecer qualidades nos colegas.
Material: Tronco de árvore confeccionado em cartolina, fita adesiva, flores previamente confeccionadas com miolo e cinco pétalas.
ProcedimentosColar o tronco na parede ou no quadro; explicar que agora iremos pensar em qualidades que temos(explicar o que é qualidade); explicar que essas qualidades nos deixam felizes e fazem com que os outros também fiquem felizes com isso, amigos, professores, família; pedir que escrevam uma qualidade em cada pétala e no centro(miolo) o nome; após todos terminarem a parte escrita, iniciar a montagem da árvore, chamando um a um no painel, para colarem a flor, falando o nome e as qualidades que tem; ao final, fechar ressaltando que todos nós temos qualidades e elas devem ser preservadas para o nosso bem e nossa felicidade.

 Fonte: Dinâmicas retiradas de:
http://orientacaoeducacionalemacao.blogspot.com.br/2011/02/dinamicas-para-o-espaco-escolar.html

14/01/14

Clarice Lispector


"Uma boa! O Instituto Moreira Salles criou um site sobre Clarice Lispector.

Nele são disponibilizados dados biográficos, aulas, resenhas de livros e muito mais: http://



Fonte:

11/01/14

"Livro objeto de arte"


Publicação: 11 de Janeiro de 2014 às 00:00

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Yuno Silva
Repórter

O avanço da tecnologia está jogando tudo quanto é conteúdo para o formato digital, e os processos industriais soterrando a manufatura artesanal. A tendência é virtualizar, acessar tudo a partir da ‘nuvem’ (cota de espaço eletrônico para guardar arquivos), um terreno fértil para o fortalecimento dos chamado livros digitais – ou ebooks. Mas há um movimento contrário em curso: em Natal, a editora Sol Negro optou por encadernar da forma tradicional os livros que produz e a Pinacoteca do Estado abriu espaço para os chamados livros-objetos (de arte), em cartaz na exposição “Palavras Fechadas” de Mozileide Neri.
DivulgaçãoTradutor e artesão, Márcio Simões criou para vários autoresTradutor e artesão, Márcio Simões criou para vários autores

O interesse pela encadernação artesanal também viabilizou o projeto “Encadernando o Nordeste”, do paranaense Daniel Barbosa, que trabalha desde 2005 com o que ele chama de encadernação contemporânea no ateliê Caderno Listrado (cadernolistrado.wordpress.com). Daniel passa pela capital potiguar dias 10 e 11 de fevereiro, onde realiza oficina sobre a técnica no Ateliê de Gravura do Deart/UFRN. Restam poucas vagas e o público-alvo, informou o artesão, são designers, ilustradores, arquitetos, fotógrafos e encadernadores, “pessoas que trabalham com papel e estão interessadas em agregar valor personalizado” a uma publicação. Durante o curso ele ensina desde a montagem, costura e colagem dos cadernos até a criação de capas com estampas feitas em serigrafia.

Graduado em Letras, Daniel Barbosa, 32, dava aulas de Literatura para adolescentes em Curitiba quando entrou em contato com esse universo: “Fiz um curso de gravura com um professor que fazia os próprios cadernos. Comecei a fazer para uso próprio, mas comecei a atender encomendas de amigos e, quando dei conta, já estava trabalhando com isso”, disse o curitibano por telefone ao VIVER.

As oficinas do “Encadernando o Nordeste” surgiram como desdobramento de outro projeto, aprovado na lei federal de incentivo à Cultura, que pretende documentar em vídeo o mapeamento de encadernadores em atividade na região. “Fiz muitos contatos pela internet, sondando quem iria procurar quando estivesse em campo com a equipe do documentário, mas quando souberam o projeto ainda dependia da captação de recursos sugeriram as oficinas”, contou.

Daniel contabilizou os custos para 35 dias de viagem e abriu inscrições. “Lancei um chamado na internet, precisava de 70 pessoas no mínimo pra financiar toda a viagem e já estava preparado para investir do bolso, mas fiquei surpreso com a receptividade”, comemora. Os planos do paranaense é fazer o mesmo percurso mais para o final do ano para gravar o documentário.

Ele disse que o projeto itinerante pelo Nordeste acabou rendendo convites para ministrar cursos em outras partes do Brasil e outros países como Argentina, Portugal e Espanha.

Uma questão de autonomia

Poeta e artesão, também revisor e tradutor de textos Márcio Simões, da Sol Negro Edições, disse que começou a fazer as próprias encadernações por  necessidade. “Foi a maneira que encontrei para publicar meus livros. Questão de viabilidade mesmo, de autonomia, de colocar em prática a máxima do ‘faça você mesmo’”. Com tiragem média entre 60 e 100 exemplares, a editora tem mais de 20 títulos no catálogo e apenas um feito em gráfica em três anos de atividade – o primeiro livro foi a antologia Sol Negro, com textos de Simões, Sopa D’Osso, Rodrigo Barbosa e Márcio Magnus.
DivulgaçãoO paranaense Daniel Barbosa trabalha com encadernação desde 2005 e já criou para vários autoresO paranaense Daniel Barbosa trabalha com encadernação desde 2005 e já criou para vários autores

“Todo o processo é manual, eu mesmo imprimo as páginas e as capas. Sem dúvida há um valor agregado, uma sensação de exclusividade, mas não acho que tenha mais ou menos valor que um livro produzido em gráfica da maneira tradicional”, acredita.

Márcio Simões aprendeu a técnica pela internet com o editor Camilo Prado (Edições Nephelibata), que também tem uma gráfica caseira em Florianópolis (SC). “Comecei comprando livros e disse que também estava com intenção de ter a própria editora. Aprendi com ele a dar um acabamento profissional aos livros, depois, na base da tentativa e erro, fui vendo o que funcionava; como escolher a tinta a ser usada para evitar que manche ou desbote”.

A parceria entre as duas editoras rendeu coedição no livro “Mattinata”, do poeta pernambucano Fernando Monteiro. “Também já editei um livro de autor de Minas Gerais, dois de Jota Medeiros e Nelson Patriota”. No catálogo da Sol Negro também figura o até então inédito no Brasil “O Fruto de Saturno”, do alemão Yvan Goll (1891-1950), traduzido por Márcio e devidamente autorizado pela editora que detém os direitos autorais.

Ainda na esfera internacional, a pequena editora potiguar produziu a primeira edição de “Postais do Peru | Postcards from Peru”, do norte-americano Thomas Rain Croweuin (64), “da segunda geração dos beatniks, um autor contemporâneo que surgiu no cenário na década de 1970”. O contato com Thomas se deu através da revista eletrônica Agulha (jornaldepoesia.jor.br), que Márcio coedita com o cearense Floriano Martins. “Recebemos material de todo o mundo, e surgiu esse contato”, recorda.

Serviço
Sol Negro Edições – solnegroeditora.blogspot.com.br
Oficina de encadernação contemporânea do Ateliê Caderno Listrado (cadernolistrado.wordpress.com). Dias 10 e 11 de fevereiro, no Deart/UFRN – inscrições pelo e-mail: cadernolistrado@gmail.com
Exposição “Palavras Fechadas”, de Mozileide Neri, em cartaz na Pinacoteca do Estado – Praça Sete de Setembro, Cidade Alta.

Fonte: Texto integral e fotos retirados de:
http://tribunadonorte.com.br/noticia/livro-objeto-de-arte/271477

10/01/14

"Editoras abrem inscrições para blogs parceiros de literatura [Mariana Paiva]"

Editoras abrem inscrições para blogs parceiros de literatura



Livros que chegam pelo correio, tendo blogueiros como destinatários. Atentas às mudanças que a internet provocou no mercado do livro, as editoras brasileiras têm investido cada vez mais em se aproximar dos blogs de literatura, que indicam e publicam resenhas sobre os lançamentos.

Uma das maiores editoras nacionais, a Companhia das Letras tem inscrições abertas até o dia 12 para blogs, sites e videologs que resenhem livros. Os selecionados se tornarão parceiros da Companhia e receberão livros dos diversos selos da editora para escrever resenhas. Os interessados se inscrevem pelo site da editora (www.companhiadasletras.com.br).

Responsável pelas redes sociais da Companhia das Letras, Diana Passy diz que começaram a enviar livros para blogueiros porque percebeu que boas críticas estavam sendo publicadas. "São leitores vorazes, que se mantêm informados sobre o meio literário, mas, ao contrário da mídia tradicional, as resenhas são mais pessoais".

Segundo ela, o mais importante é perceber a opinião de cada blogueiro. "Como existem muitos blogs, isso cria uma diversidade muito grande de opiniões e gostos literários. E isso é bom, porque cada leitor fica livre para descobrir quais destes blogueiros têm gostos similares aos seus e pegar dicas de leituras mais confiáveis para si", afirma.

Para a editora, a vantagem é depender menos da divulgação em mídias tradicionais e livrarias. "Em 2012, a Companhia das Letras lançou quase 300 títulos. Não há espaço para tantos lançamentos. A leitura sempre dependeu muito de indicações de conhecidos, e os blogs são apenas uma maneira de levar isto para o meio digital", Diana revela.

Conselho de amigo 

Investindo nesse segmento desde 2009, a Editora Intrínseca se prepara para abrir seleção de novas parcerias com blogs logo após o Carnaval. Atualmente, a editora conta com 167 blogs parceiros.

A ideia surgiu depois de a Intrínseca perceber que, para o público jovem, o texto publicado em blog tem mais peso que as tradicionais resenhas de jornal. "Os bons blogs têm uma quantidade de seguidores fiéis que se identificam com os autores dos textos, tornando as resenhas dos livros tema para discussões, impressões e um bate-papo bem informal. É como se um amigo seu próximo, que te conhece, te indicasse um livro", afirma Heloiza Dahou, gerente de marketing da Intrínseca e que cuida das parcerias com os blogs.

Para ela, os posts também são capazes de aumentar a venda dos livros. "A força e a influência dos blogueiros, seus comentários e opiniões podem ajudar muito no boca a boca e na divulgação espontânea de um lançamento".

Mais perto 

Editor do portal Cronópios (www.cronopios.com.br), Pipol vê com bons olhos as parcerias entre editoras de sites ou blogs. "Todo dia recebo livros para resenhar. A gente quer mesmo que eles conversem com a gente", afirma.

Mesmo assim, Pipol ainda acredita que essas iniciativas são minoria. "Não sei se as editoras estão muito ligadas à importância da internet. Nós adoramos as editoras, mas elas são bem resistentes ainda. Deviam abraçar a internet e ver que é uma ferramenta fantástica pra divulgar o livro", diz. 

Fonte:

Indicação: Professora Ivanice