25/06/2009

Faça o que eu digo e produziremos juntos...

Como de costume, escrevi junto com meus alunos e, dessa vez , com atividade sugerida pelo GESTAR II: fazer a própria biografia em 3ª pessoa. Foi emocionante e houve identificação imediata dos alunos com o trabalho solicitado.

SHEILA DO SOCORRO REVERT DE OLIVEIRA

Educadora há mais de quinze anos, a professora já trabalhou nas redes Particular, Estadual e Municipal com o ensino da Língua Portuguesa, Francês e suas Literaturas. Nasceu em Montes Claros e nunca pensou em mudar-se para outra localidade. Aos 17 anos teve seu primeiro filho e do seu casamento, teve mais 03 filhas. Filha de professora, como ouvinte e leitora cresceu no mundo d"As mais belas histórias" e músicas folclóricas. Quantas vezes não chorou com o "Joca" ou teve medo de deixar as unhas crescerem para o "João Felpudo". Encantou-se com os Irmãos Grim e Hans Cristian Handersen. Ainda muito pequena declamava poemas e nesse seu universo poético, contemplou os sonetos de Vinícius de Moraes em sua forma mais sublime. Difícil não relembrar Olavo Bilac, Cecília, Heli Menegali, Drummond... Às vezes depara-se com algum aluno de "longas datas" e este recorda: -"E aí, Professora, que saudades da Nega Fulô". Declamava este a cada chá literário realizado. No jogo do contente da Polyanna aprendeu a vencer obstáculos; com o Menino do Dedo Verde, quis reformar o mundo e com a Emília no Reino das Águas Claras, sonhou com o mundo dos castelos.Amante da poesia escreveu um livro que teve como prefactor o Padre Adherbal Murta de Almeida, grande amigo e diretor que realizou seu casamento bastante emocionado pois se tratava de dois professores do seu Colégio. Sempre a incentivou ministrar aulas de Francês no Colégio São Norberto, no entanto, ainda não teve coragem de publicar suas poesias.
Encantada pela arte de ensinar, descobre, junto com seus alunos, a forma mais "descomplicada" de repassar as disciplinas.
Devido a uma lesão de ligamento cruzado anterior direito, abandonou o sonho de dançar.

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Um pouco mais sobre mim....

MEMORIAL DE LEITURA

“Vejo à noite, uma estrelinha

No céu piscando, piscando.

Mamãe diz que ela de longe

Pisca, pisca me chamando

Quando eu crescer

E papai me comprar um avião.”

_ Olha, olha o avião passando ali.

Foi assim que iniciei minha vida poética em público.

Sendo filha de professora, sempre fui incentivada a ler e declamar poemas. Este, acima, era o preferido da família, até este dia em que realmente passou um avião e chamou minha atenção. Após os risos certos, a fala ficou marcada para todos.

Em se tratando de livros, “As mais belas histórias” fizeram parte não só de minha infância, como da minha vida. Chorei muito com o “Joca” que ficava preso a um espantalho por querer as cenouras da horta, aprendia com os ensinamentos da “Dona Onça” para não abrir a porta para desconhecidos, enfim, tive a felicidade de ir dormir todas as noites ouvindo a minha mãe ler histórias para mim. Daí o meu gosto pela literatura que se estendeu através do “jogo do contente”, da “Pollyanna”, “O menino do dedo verde”, “O escaravelho do diabo” e tantos outros que dançam à minha frente neste momento.

Na adolescência, e com um amor platônico na 8ª série, descobri a arte de escrever, tendo, inclusive, reunido poemas para serem publicados. Tive a honra de ter como prefactor o ilustre Padre Murta (confesso que as palavras que escreveu para mim são bem superiores aos meus sentimentos de menina).

Já no curso Magistério,fiz um trabalho que intitulei de “O outro lado do Conto de Fadas”. Muitos pensavam que iria satirizar os Contos, quando, na verdade, descortinei a vida de muitos autores como Irmãos Grimm, Andersen, entre tantos outros.

Na Faculdade, era chamada para declamar poesias pela minha querida professora Ivonne Silveira, presidente da Academia de Letras. Aprendi com ela a gostar de Jorge de Lima e, como ela, amar e declamar “Essa negra Fulô”, sendo este poema, inclusive, um marco para ex-alunos que sempre associam meu nome a ele – ao poema.

Como não pensar nos “Chás literários” e concursos que tanta poesia espalharam por essa cidade?

No momento, incentivo meus alunos a lerem bastante. O projeto de leitura que desenvolvo tem feito com que habituem com os livros, percebendo que estes têm que fazer parte do nosso cotidiano.O livro que estou lendo é “Livro”, de Lygia Bojunga.

Ah, o final do poema que abre este memorial é:

...vou te buscar estrelinha

na palma da minha mão."



MEMORIAL PROFISSIONAL

Iniciei bem cedo minha vida profissional, não como professora, mas trabalhava em loja e amava o que fazia. Época de natal era o que mais gostava, pois o expediente só acabava à meia-noite. Tinha verdadeira dedicação em mostrar produtos, mesmo que o cliente não levasse nada. Mas, como os brinquedos infantis às vezes determinam o que seremos no futuro, relato aqui minha brincadeira preferida de criança: era a “professorinha”, espelhando no exemplo de minha mãe. Com o passar do tempo, a vontade de ensinar bateu mais forte e finalmente optei por trabalhar em escola. N o início, os conteúdos eram Literatura e Francês, este último, tendo apoio exclusivo do ilustre Padre Murta, exímio professor de Francês e dono do Colégio particular que eu trabalhava (ele sempre me apoiou e ajudava naquilo que eu necessitava).

A partir daí, não deixei mais a sala de aula. Ministrava aula nas redes Municipal, Estadual e Particular, até sair para direção de escola. Atualmente faço Curso de Libras (tenho muita vontade de trabalhar em Sala de Recursos), Curso de Educação Inclusiva pela PUC Minas – Virtual, e o GESTAR II, que surge, não como mais um curso de formação, mas uma verdadeira explosão de atividades inovadoras e com real aplicabilidade na escola.


2 comentários:

Ademar Oliveira de Lima disse...

Estive por aqui em visita ao seu blog!! Abraços Ademar!!

Silvia/ Esmeraldas:Gestar II disse...

Adorei o texto. Leve e doce.